18.10.09

E, portanto, voa.

Comparei textos, tracei linhas (com formato de curva)e identifiquei aquilo que se chama intenso.

Um intenso sem dúvidas, sem mas. Aquela certeza reconfortante, a sensação do compartilhar, do contar. A exposição sem vírgulas, ou com vírgulas de aposto, tudo isso que substituiria com facilidade este cenário de reticências.

As reticências dos sentimentos não expostos, das flores cinzas, do segundo plano.

Pior é pensar que este é caminho de vida. Que a gente constrói vida de segundo plano para amadurecer.

Deus deve ter pensado em mim como andarilho incapaz de construir com tijolos, fã de lonas. Isso deve ter alguma importância pro mundo.

13.10.09

Renovei o conceito de que vida vista com lentes míopes interessa muito mais.

Não quero lentes de aumento bloqueando a minha poesia, o meu sorriso, a minha simplicidade.

Esta atitude pode parecer inocente, mas acho mesmo inteligente: será mais sábio vestir couraça?

A couraça defende, mas pesa.

Não quero vida entediante, manipulada, articulada. Quero vida sem nó.

Vida de verdade (ou não), mas que não ofusca o meu olhar brilhante.

9.10.09

Descansarei.

O coração grita que é feriadão.
Terça será segunda, na próxima estação.

Três dias que, em dias pesados de finalizações, mais parecem carnaval.

Que venha o samba de pingos de chuva, com cerveja, churrasco e futebol!

28.8.09

Duas luas, dois dias.

Era quinta-feira mais uma vez.
Os carros que entravam pela janela tornaram-se música.
A falta de luz virou lua.
As imagens toscas viraram filme feito de carne e osso, cheiro e beleza.

E todos aqueles pensamentos aprisionantes que recheavam as cabeças atuantes viraram nuvem dissipada (pelo menos por um momento).

Era dia em que planeta era iluminado, formando lua com clareza.

Ou ilusão bem feita.

20.8.09

Estômago transparente.

Fiz das letras pedaços transparentes de mim.

Escolho no mundo o espaço adequado para mostrar e exibir o estômago. Ele, que expressa mais que o coração as emoções sentidas. Que aperta, pula, ocupa. Que abriga borboletas, lagartixas e baratas.

Mas como eu ia dizendo, fiz das letras pedaços transparentes de mim: refletindo somente as cores que eu quero.

Agora que eu quero, ofereço novamente as borboletas brancas do meu estômago, desejando que elas façam cosquinhas no seu também.

E, se novamente, você transformá-las em merda, não me importarei. Oferecerei as minhas letras de cor marrom.

28.7.09

"Os impulsos primordiais do coração são sempre benéficos."

12.7.09

Um mundo inteiro

Do cume da montanha a gente vê o que passou. A gente vê pra quê serviu. A gente vê o que quer, o que deseja e se organiza pra conseguir.

Do cume da montanha a gente vê que a vida se faz aos pés. Aos pés da rocha, com pés humanos, pra que se torne rocha, pra que se torne humano.

A gente sobe até o pico, corajosamente encara o todo proporcionado pela altitude, e depois, corajosamente também, desce tudo de novo pra se fazer montanha.

Com visão clara. Com visão de mundo, porque mundo quer dizer limpo.