24.11.09

Mensagem.

Eis que de sonho com sol laranja nasceu certeza.

Não tem outra explicação: sonho com sol laranja é bom agouro. E sendo quente como colo de mãe, recheado de mãos dadas e coração pulsante, é do tipo de bom agouro que pega até em quem não quer.

Acordei agradecida. Vida de sonho é presente, que quero abrir aos poucos.

14.11.09

Forma de mundo.

Ah, os meu círculos caminhos de vida!
Círculos que não levam ao mesmo ponto, que fazem de mim um ser fluido.

Pensei em estruturar a vida em quadrados, mas fiz roxos de pele nas quinas.

A água circula, o ar circula, a Terra circula. Por que eu, flor sem vaso, alimento de abelhas, pouso pras borboletas, haveria de me engradear?

Depois de laranja, parei em círculos.

18.10.09

E, portanto, voa.

Comparei textos, tracei linhas (com formato de curva)e identifiquei aquilo que se chama intenso.

Um intenso sem dúvidas, sem mas. Aquela certeza reconfortante, a sensação do compartilhar, do contar. A exposição sem vírgulas, ou com vírgulas de aposto, tudo isso que substituiria com facilidade este cenário de reticências.

As reticências dos sentimentos não expostos, das flores cinzas, do segundo plano.

Pior é pensar que este é caminho de vida. Que a gente constrói vida de segundo plano para amadurecer.

Deus deve ter pensado em mim como andarilho incapaz de construir com tijolos, fã de lonas. Isso deve ter alguma importância pro mundo.

13.10.09

Renovei o conceito de que vida vista com lentes míopes interessa muito mais.

Não quero lentes de aumento bloqueando a minha poesia, o meu sorriso, a minha simplicidade.

Esta atitude pode parecer inocente, mas acho mesmo inteligente: será mais sábio vestir couraça?

A couraça defende, mas pesa.

Não quero vida entediante, manipulada, articulada. Quero vida sem nó.

Vida de verdade (ou não), mas que não ofusca o meu olhar brilhante.

9.10.09

Descansarei.

O coração grita que é feriadão.
Terça será segunda, na próxima estação.

Três dias que, em dias pesados de finalizações, mais parecem carnaval.

Que venha o samba de pingos de chuva, com cerveja, churrasco e futebol!

28.8.09

Duas luas, dois dias.

Era quinta-feira mais uma vez.
Os carros que entravam pela janela tornaram-se música.
A falta de luz virou lua.
As imagens toscas viraram filme feito de carne e osso, cheiro e beleza.

E todos aqueles pensamentos aprisionantes que recheavam as cabeças atuantes viraram nuvem dissipada (pelo menos por um momento).

Era dia em que planeta era iluminado, formando lua com clareza.

Ou ilusão bem feita.

20.8.09

Estômago transparente.

Fiz das letras pedaços transparentes de mim.

Escolho no mundo o espaço adequado para mostrar e exibir o estômago. Ele, que expressa mais que o coração as emoções sentidas. Que aperta, pula, ocupa. Que abriga borboletas, lagartixas e baratas.

Mas como eu ia dizendo, fiz das letras pedaços transparentes de mim: refletindo somente as cores que eu quero.

Agora que eu quero, ofereço novamente as borboletas brancas do meu estômago, desejando que elas façam cosquinhas no seu também.

E, se novamente, você transformá-las em merda, não me importarei. Oferecerei as minhas letras de cor marrom.